Sobre o Projeto

O projeto Dimensões faz parte da Bolsa de Aprimoramento Técnico-Artístico do PROAC 2018 que tem como proposição algumas ações:

- Intercâmbio Cultural no Benim cujo objetivo foi a elaboração do processo artítico intitulado "DIMENSÃO" com os artistas criadores: Daiane Ciriaco, Eva Azevedo, Guillaume Niedjo, Ian Muntoreanu e Luiz Anastácio. Além disso, foram ministradas aulas no Benim por Luiz Anastácio, no qual os integrantes acima citados tiveram a oportunidade de fazer aulas de danças no candomblé ketu e com Guillaume Niedjo, artista beninense, fazer aulas de danças dos rituais voduns. Estas aulas contribuiram para construção estética do espetáculo nos qual os bailarinos organizaram os materiais de criação do  processo artístico "DIMENSÃO", que contou com a produção técnica de Eva Azevedo. 
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- Como reverberação do intercâmbio, o projeto Dimensões no Brasil propõe as seguintes ações:

* Aulas ministradas por Luiz Anastácio Sobre Danças Rituais;
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* Escrito e descritivo sobre a Viagem  ( Diário de Bordo, registros e artigos);
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* Ação Extra: Criação do solo de Luiz Anastácio intitulado "Cauri: corpo moeda" a partir das vivências no Benim;

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Luiz Anastácio no Temple des Pythons - Ouidah - Benim

Sabemos que a discussão em torno do corpo negro na dança muitas vezes é deslegitimado por um modo eurocêntrico de pensar a corporeidade e a produção de dança no mundo. Questões ligadas à cultura Africana, não só fazem pensar com cuidado outras maneiras de entender o corpo na dança, como também nos direciona e remete ao processo da formação cultural no Brasil. É importante reconhecer que a cultura africana como processo de identidade influencia maneiras de pensar o corpo e a dança no cenário artístico brasileiro. O projeto é uma oportunidade de unir pensares através da dança e promover uma outra forma de observar as construções diaspóricas africanas compartilhando e trocando informações a partir da influência cultural que a África teve no Brasil

Permitir e subsidiar esse tipo de aprimoramento técnico e artístico é uma maneira de reparar estruturas que apenas legitimam o corpo eurocêntrico como maneira de pensar a contemporaneidade e a episteme de conhecimento em dança; é também propor discussões acerca de formas tradicionais que não desconsideram o processo cultural nacional como riqueza de pesquisa nas artes e na construção de conhecimento em dança.